Com preços elevados e incertezas climáticas, produtores revisam estratégias de venda.

O plantio da soja já teve início em várias regiões do Brasil, com destaque para Mato Grosso, onde os produtores estão diante de decisões importantes sobre a comercialização da safra 2026/27.
Com os preços acima de R$ 150 por saca nos portos e o horizonte marcado por incertezas climáticas, a dúvida principal gira em torno do quanto vender neste momento e do quanto pode ser deixado para depois.
✨ Mato Grosso já comprometeu 41% da produção esperada para a safra.
Segundo o colunista Fausto Ribeiro, a estratégia de venda deve levar em conta não apenas as condições do mercado, mas também o risco associado, os custos de produção e a situação financeira de cada produtor.
O superávit mundial da soja está projetado para cair de 16 milhões para menos de 1 milhão de toneladas na safra 2026/27, à medida que o fenômeno El Niño se aproxima, trazendo incertezas climáticas que podem afetar a produtividade.
Ribeiro sugere três faixas de venda: a primeira proposta é vender de 30 a 40% do volume para cobrir custos de produção e obrigações financeiras; a segunda, entre 40 a 50%, com vendas mensais programadas entre outubro e março, e a terceira, reservando 10 a 20% para aqueles que possuem caixa suficiente para suportar os riscos.
O custeio da safra 2026/27 pode ultrapassar R$ 212 bilhões, e o acesso ao crédito está vinculado às garantias e a análises criteriosas de risco, tornando essencial que o financiamento da nova safra derive de seus próprios recursos, evitando dívidas anteriores.
A BX2 Capital conclui que a venda de 30 a 40% da safra nesta fase representa uma questão de gestão e que aguardar com os 60% restantes pode ser uma estratégia válida, contanto que haja um plano financeiro sólido para respaldar essa decisão.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Agronegócio

Comercialização da nova safra avança para 30% em julho

Desempenho distinto do mercado de grãos em junho de 2026

Soja em declínio enquanto milho mostra tendências de alta na safra.

Desafios para rentabilidade de produtores brasileiros em meio a safra recorde