Especialistas destacam a resiliência do setor e a importância de custos mais baixos

O agronegócio brasileiro está atravessando um período de dificuldades, com margens de lucro reduzidas e custos de insumos em aumento devido a conflitos geopolíticos e incertezas climáticas, que incluem a possibilidade de um El Niño muito intenso.
Apesar desse cenário desafiador, Pedro Freitas, sócio e líder agrícola da XP, mantém uma visão otimista para o setor nos próximos anos. Ele enfatiza que o Brasil possui terra, água e clima favoráveis, além de um custo de produção mais baixo. 'A demanda aumenta, o Brasil cresce e conquistará mais espaço no mercado agrícola', afirma Freitas.
✨ Freitas recomenda que os produtores concentrem esforços em manter o menor custo possível, já que os preços das commodities são incontroláveis. 'É preferível deixar de ganhar do que perder. Quem tem custo menor pode alcançar lucros nas boas fases e minimizar perdas nas más'.
O aperto financeiro que os produtores enfrentam altera a forma como os grãos são comercializados. Cristiano Cortez, diretor da Portal Agrícola, observa que os agricultores se sentem pressionados a vender suas colheitas rapidamente. 'Compramos à vista e revendemos para multinacionais, assumindo riscos como tombamento e roubo'.
Cortez também destaca o papel crescente dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), que oferecem antecipação de recebimentos aos produtores, sob a condição de baixo risco nas operações. Guilherme Cadelca, diretor financeiro da Grão Direto, ressalta que a maior seletividade dos financiamentos ocorre em um momento de queda nos preços das commodities, altos custos financeiros e riscos climáticos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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