Resultados refletem desafios regulatórios e climáticos, mas alta nas vendas na América Latina

A divisão de ciências agrícolas da Bayer, especializada em defensivos agrícolas e biotecnologias, reportou um Ebitda de 101 milhões de euros no terceiro trimestre de 2026, apresentando uma queda de 41,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda, excluindo itens especiais, diminuiu em 1,9 ponto percentual, alcançando 2,6%.
As vendas da divisão totalizaram 3,884 bilhões de euros, uma alta nominal de 0,7% em termos anuais, mas que, ao considerar os efeitos cambiais, resultou em uma queda de 2,4%. A companhia atribuiu o desempenho negativo a impactos regulatórios e condições climáticas desfavoráveis na Europa, Oriente Médio, África e na região Ásia-Pacífico.
✨ Apesar das dificuldades, o crescimento na América Latina foi impulsionado pela demanda por sementes de milho e soja para a safra de verão, com vendas nessa região alcançando 2,133 bilhões de euros, um aumento nominal de 11,3%.
A Bayer destacou que tanto as vendas de fungicidas quanto de herbicidas, sem incluir o glifosato, apresentaram recuos de 8,6%. A empresa também observou que a pressão sobre o Ebitda decorreu principalmente do aumento do custo dos produtos vendidos e das despesas comerciais, refletindo efeitos favoráveis sobre custos no mesmo trimestre do ano anterior.
A companhia revisou suas expectativas de crescimento do mercado global de sementes e proteção de cultivos, agora prevendo resultados variando entre estabilidade e um crescimento de até 2%. Para as vendas da divisão agrícola, a estimativa continua entre 0% a 3% para o ano, exclusão feita de efeitos cambiais e de portfólio.
No geral, o Grupo Bayer, que também abrange as divisões farmacêuticas e de saúde, reportou vendas de 10,1 bilhões de euros, um aumento de 4,1% em relação ao terceiro trimestre de 2026. O Ebitda antes de itens especiais subiu 6,9%, atingindo 1,6 bilhão de euros.
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