Setor teme impacto da extinção de crédito tributário em 2027.

Até agosto de 2026, a indústria brasileira de café solúvel registrou um crescimento de 12,8% nas exportações e um aumento de 11,9% no consumo interno. Apesar desse desempenho positivo, o setor manifesta preocupação com o fim do crédito tributário sobre a matéria-prima, previsto para janeiro de 2027.
De acordo com a Abics (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel), entre janeiro e agosto, foram exportadas 65,3 mil toneladas de café solúvel, enquanto o consumo no mercado interno alcançou 19,7 mil toneladas. Os embarques em agosto, por exemplo, chegaram a 7,7 mil toneladas, com um avanço de 24,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
✨ A União Europeia, principal destinatária do café solúvel brasileiro, comprou 13,1 mil toneladas até agosto, representando um aumento de 44,2%.
No Brasil, o consumo de café solúvel do tipo spray dried cresceu 11,7%, enquanto a categoria freeze dried teve um aumento de 13,3%. Lima, diretor executivo da Abics, acredita que esses resultados refletem os investimentos na indústria e o lançamento de novos produtos.
No entanto, a Abics alerta para a situação dos custos da setor, uma vez que o crédito presumido de PIS/Cofins sobre a compra de café verde será extinto em janeiro de 2027, o que poderá aumentar as despesas da indústria. Embora a inclusão do café na Cesta Básica Nacional traga algumas vantagens, não compensa a perda do crédito tributário.
O setor finaliza 2026 com um crescimento promissor, mas enfrenta o desafio de manter a competitividade em meio ao aumento de custos projetado para 2027.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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