Com práticas sustentáveis, a propriedade se destaca na produção de cafés especiais.

A Fazenda Capoeira Coffee, localizada em Areado, no sul de Minas Gerais, passou por uma transformação significativa ao longo de duas décadas. Quando a família adquiriu a propriedade, não havia nenhum cafezal, mas hoje possui 120 hectares voltados para a produção de cafés especiais, implementando práticas regenerativas e buscando certificações para conectar produtores e consumidores.
Marisa Helena Contreras, a proprietária da fazenda, relembra que seu envolvimento com a cafeicultura começou muito antes da aquisição da propriedade. Crescida em uma região cafeeira e influenciada pelo pai, que também era produtor, ela passou 25 anos empreendendo no setor farmacêutico até decidir dedicar-se à agricultura. Marisa destaca: 'Troquei o salto pela botina e vim para a roça contar a minha história no café.'
✨ A família adotou práticas de agricultura regenerativa, incluindo o uso de plantas de cobertura e a reintegração de resíduos à terra.
Com a gestão de Thiago Contreras, filho de Marisa, a fazenda aprimorou suas práticas sustentáveis, substituindo o uso de químicos por cultivo de espécies que competem com plantas indesejadas. Thiago expressa que 'produzir um café sustentável, de qualidade, agrega muito valor não só no marketing, mas também na lavoura'. Os resultados das práticas regenerativas têm sido positivos, mostrando um solo mais saudável e produtivo.
A adoção de protocolos socioambientais também se destacou na comercialização, especialmente no mercado internacional. Marisa ressalta que a sustentabilidade traz acesso a mercados premium, que exigem comprovação das práticas adotadas. Além disso, a fazenda não utiliza irrigação, e as práticas regenerativas são vistas como uma forma de mitigar as vulnerabilidades climáticas.
Marisa ainda é a coordenadora do Encontro da Mulher do Café, um evento que busca apoiar a participação feminina no setor e que já impactou mais de 5.000 mulheres. A continuidade do negócio está assegurada com Thiago, que deixou sua carreira de advogado para se dedicar à fazenda, reforçando a importância da sucessão. 'Preparar a sucessão enquanto a geração anterior ainda pode transmitir conhecimento é essencial', fala Thiago, refletindo sobre desafios familiares e a jornada no café.
Combinando tradição e inovação, Marisa olha para o futuro com otimismo, certa de que proporcionou um legado na cafeicultura que abrange não apenas sua trajetória, mas também a de muitas outras mulheres na região.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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