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Agronegócio
2 min de leitura

Cochonilhas ameaçam produção de café entre julho e janeiro

Produtores devem monitorar lavouras para evitar prejuízos

Gabriel Rodrigues30 de julho de 2026 às 18:10
Cochonilhas ameaçam produção de café entre julho e janeiro

As cochonilhas representam um dos principais desafios para o manejo fitossanitário no cultivo do café, comprometendo a vitalidade das plantas e a qualidade dos grãos. Este inseto se alimenta da seiva do cafeeiro, afetando raízes, ramos, folhas e frutos.

O intervalo de julho a janeiro é considerado crucial para o monitoramento das lavouras, uma vez que nesse período ocorre a recuperação pós-colheita e a formação da nova safra. Por isso, é fundamental que a decisão sobre o controle das cochonilhas leve em conta vários fatores, incluindo o nível de infestação e o histórico da cultura.

Identificação e Sinais de Infestação

As cochonilhas geralmente são reconhecidas como manchas ou placas leves nas plantas, que podem variar em cor de esbranquiçado a avermelhado. Sua presença frequentemente está associada ao surgimento de fumagina e à intensa atividade de formigas.

Inspeções frequentes e detalhadas nas lavouras são essenciais, especialmente em áreas sombreadas e em plantas debilitadas.

Contexto

O manejo eficaz começa com a identificação precoce da praga, que é dificultada pelo pequeno tamanho das cochonilhas e a proteção da camada cerosa que as recobre.

Erros comuns incluem a confusão entre fumagina e doenças foliares, desconsiderar a ligação entre a presença de formigas e as cochonilhas, e a aplicação tardia de inseticidas quando a população já está alta.

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Preventivo e Curativo

A prevenção é a melhor estratégia. Ajustes no manejo, como corrigir desequilíbrios nutricionais e evitar a presença de formigas, são essenciais para limitar a infestação.

No caso de surtos significativos, é vital que as intervenções se concentrem no tratamento localizado e na preservação de predadores naturais.

A aplicação de inseticidas deve ser cautelosa, seguindo sempre as legislações pertinentes e evitando o uso excessivo que pode gerar resistência.

Um checklist é recomendado para ajudar os produtores na avaliação das lavouras antes de qualquer controle, envolvendo verificação de sinais de infestação, amostragens, e a avaliação do potencial produtivo.

Estas diretrizes servem como um guia, mas é imperativo contar com a consultoria de um engenheiro agrônomo para uma análise mais precisa e contextual.

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