Monitoramento é vital para determinar impacto e necessidade de controle

Os cupins, especialmente os conhecidos como cupins-do-monte, têm demonstrado potencial para afetar negativamente a produção de arroz, particularmente em áreas sem irrigação eficiente. Esses insetos são mais problemáticos em terrenos com umidade variável e em bordaduras secas, onde as plantas estão mais vulneráveis.
Entre setembro e março, um monitoramento adequado permite ao produtor identificar se a infestação de cupins representa apenas um problema pontual ou se já compromete significativamente a produtividade. Nessa luta contra a praga, conhecer a presença de cupinzeiros em áreas de lavouras e pastagens pode ser determinante.
✨ A presença de cupinzeiros não significa perdas econômicas imediatas; a chave está em avaliar seu impacto no estande.
Os cupins afetam lavouras realizando dois tipos principais de ataque: consumindo sementes recém-semeadas e atacando as plântulas em desenvolvimento. Esse comportamento pode resultar na redução do estande de plantas, impactando diretamente na produção.
Uma avaliação prática recomenda a divisão da área plantada em seções definidas, onde o produtor deve contar as plantas, observar a presença de cupinzeiros e verificar falhas de estande. A comparação entre o estande coletado e o planejado é fundamental para entender o impacto real da praga.
O nível de dano econômico (NDE) é um conceito central para determinar a necessidade de controle dos cupins. Quando as falhas de estande superam 20% ou se observam concentrações de danos, uma intervenção pode ser considerada. O estágio da cultura também é um fator relevante na avaliação.
Caso os danos sejam significativos, o custo da ação de controle deve ser comparado com a perda de produtividade, levando em conta todos os fatores, incluindo a eficiência dos métodos utilizados e seu impacto ambiental.
✨ Muitas vezes, intervenções mecânicas, como nível ou destruição de montes de cupins, são suficientes para mitigar o problema.
O manejo preventivo consiste em preparar o solo adequadamente para diminuir a incidência de cupins. O nivelamento e a gradagem podem ajudar na degradação dos montes e na exposição das colônias. Também é essencial manter boas práticas de irrigação para minimizar a atividade dos cupins.
Seguir com a monitoração durante o ciclo da cultura permite identificar problemas antes que eles se tornem críticos. Não é necessário controlar todos os cupinzeiros, principalmente aqueles que não têm relação clara com o estande da lavoura.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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