Mudanças no sistema de classificação poderão gerar dados mais precisos sobre produção e vendas.

A recente correção do NCM da noz-pecã, implementada no aplicativo Nota Fiscal Fácil, promete melhorar as estatísticas de comercialização e exportação do setor. A mudança foi solicitada por Daniel Basso, coordenador de Novos Mercados do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), à Secretaria Estadual da Fazenda.
O problema anterior era que o NCM vinculado à nozes na plataforma estava associado à noz comum, conhecida internacionalmente como Walnut. A falta de uma descrição específica para a noz-pecã significava que o produto seguia categorizado erroneamente, resultando em dificuldades para os produtores brasileiros.
Basso observa que a confusão na classificação causava não apenas problemas de comercialização no Brasil, mas também complicações nas exportações. Os produtores do Rio Grande do Sul identificaram que os NCMs 0802.31.00 e 0802.32.00, que estavam sendo utilizados, não eram adequados, concluindo que a classificação correta é o 0802.99.00.
✨ Com a padronização da utilização do NCM, espera-se que os produtores tenham acesso a estatísticas mais precisas sobre as vendas e exportações de noz-pecã, o que poderá auxiliar na formulação de políticas públicas.
O consultor do Sebrae, Alexandre Dallazem, desempenhou um papel fundamental na efetivação desta correção, auxiliando os produtores no processo de submissão do pedido e acelerando a implementação da mudança. Além disso, a correta classificação da noz-pecã está relacionada à redução de tributação em exportações para alguns mercados específicos.
A noz-pecã também apresenta vantagens nutricionais em comparação com a noz comum, como um teor de gordura monoinsaturada quatro vezes maior e um sabor mais doce e amanteigado. O consumo regular da noz-pecã é benéfico para a saúde cardiovascular, ajudando no controle do colesterol e contribuindo para o bem-estar geral.
A recomendação internacional é de consumir entre 10 a 30 gramas por dia, o que equivale a cerca de cinco metades. Essa taxa de ingestão garante que os consumidores se beneficiem dos nutrientes presentes na noz-pecã, como fibras, gorduras saudáveis, vitaminas e minerais.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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