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    Agronegócio
    2 min de leitura

    Embargo europeu pode custar US$ 400 milhões ao Paraná em exportações

    Impacto significativo nas cadeias avícola e bovina do estado

    Gabriel RodriguesPostado há 35 minutos
    A
    Embargo europeu pode custar US$ 400 milhões ao Paraná em exportações
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    A partir de hoje, o embargo imposto pela União Europeia a produtos animais provenientes do Brasil poderá resultar em perdas de cerca de US$ 400 milhões anuais para o Paraná. Essa avaliação foi feita pelo Sistema Faep com base em dados do comércio exterior do Ministério da Agricultura e Pecuária.

    O impacto do embargo se concentra majoritariamente nas indústrias de avicultura e bovinocultura de corte. O estado exportou em 2025 aproximadamente US$ 382 milhões em carne de frango, representando 118,7 mil toneladas, além de US$ 10,2 milhões em carne bovina, que corresponde a 1,4 mil toneladas.

    ✨ A União Europeia é um mercado vital, correspondente a 5% das exportações de carne do Paraná.

    Durante o primeiro semestre de 2026, as exportações paranaenses de carne para a UE totalizaram aproximadamente US$ 224 milhões em proteína avícola, totalizando 78,7 mil toneladas, e US$ 4,6 milhões em carne bovina, com 643 toneladas, segundo dados do Agrostat.

    O embargo afeta uma variedade de produtos de origem animal, incluindo carnes bovina e de frango, mel, equinos, tripas e aquicultura. Em declaração, Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep, ressaltou que a UE se comporta como uma vitrine sanitária global, onde muitos países baseiam suas exigências nas normas do bloco europeu.

    Contexto

    O Paraná é líder na produção de frango e é reconhecido desde 2021 pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa sem vacinação. O Brasil obteve esta certificação em 2025, com o reconhecimento da China ocorrendo neste ano.

    Desde agosto de 2026, a UE tem realizado auditorias em propriedades brasileiras a fim de verificar as práticas de produção, processamento e controle sanitário relacionados às carnes de frango e mel, com foco nas diretrizes de uso de antimicrobianos.

    O Sistema Faep acredita que seja possível uma recuperação nas exportações de frango em um futuro próximo, torcendo para que a conclusão das auditorias leve à retirada gradual do embargo sobre as proteínas brasileiras.

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    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Agronegócio com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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    Jornalista especializado em Agronegócio

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