Embrapa Trace permite rastrear soja, café e carne bovina, apoiando conformidade com normas ambientais

A Embrapa lançou uma nova plataforma chamada Embrapa Trace, que permite rastrear a produção de soja, café e carne bovina. A ferramenta reúne informações sobre a origem dos produtos e as condições de produção ao longo da cadeia.
O Embrapa Trace tem como objetivo auxiliar produtores e empresas a comprovar o atendimento a exigências ambientais e sanitárias de mercados internacionais, como a nova lei antidesmatamento da União Europeia (EUDR).
A plataforma compila dados fornecidos por produtores e agroindústrias, além de validar certificações já existentes, a fim de gerar um parecer único de conformidade. Disponível no formato de API, a tecnologia permite acompanhar etapas da produção, desde o cadastro da propriedade até o transporte e processamento dos produtos.
✨ Segundo Anderson Alves, pesquisador da Embrapa, a plataforma funciona como um 'passaporte digital do produto', integrando informações de rastreabilidade e sustentabilidade.
Além disso, a Embrapa Trace está conectada a outras soluções da empresa, como o TerraClass e o ElegiAgro, que oferecem dados sobre o uso da terra e a conformidade agroambiental.
Os relatórios gerados pela plataforma podem ser acessados por QR Code e servirão de fundamentação técnica em negociações comerciais e para contestações de barreiras às exportações, enfatiza Alves.
Essa tecnologia será parte da plataforma AgroBrasil Mais Sustentável (AB+S), do Ministério da Agricultura, que integra informações sobre adequação socioambiental das propriedades.
Eduardo Chikusa, do Ministério das Relações Exteriores, ressalta que essa rastreabilidade atende aos requisitos dos compradores internacionais, conectando a sustentabilidade no campo à confiança demandada por mercados globais.
A Embrapa pretende incluir mais cadeias produtivas ao sistema, como cacau, madeira, frango e pescados, ajudando o setor agropecuário a atender a EUDR, que exige comprovação de não associação a desmatamentos após 2020.
Os grandes e médios exportadores brasileiros devem demonstrar conformidade ambiental até 2026, enquanto micro e pequenos produtores têm até 2027 para se ajustar.
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