Levantamento aponta variação de apenas 0,07% em relação a 2024.

Os dados referentes às emissões de gases do efeito estufa da agropecuária brasileira em 2025 mostraram uma estabilidade em relação a 2024, totalizando 626,3 milhões de toneladas de CO² equivalente (MtCO²e). O levantamento foi realizado pelo Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima (SEEG) e é feito há 14 anos, seguindo diretrizes do Painel Climático da ONU.
A variação registrada entre os anos foi de apenas 0,07%, o que representa a menor flutuação na série histórica, comparando-se com os 626,7 milhões de toneladas emitidos em 2024.
A redução nas emissões foi puxada, principalmente, pela diminuição de 1,68% nas emissões pecuárias, que alcançaram 494,1 milhões de toneladas no período analisado. Destas, 65,6% são atribuídas à criação de gado de corte, que totalizou 410,7 milhões de toneladas, apresentando uma queda de 1,7% em relação ao ano anterior.
✨ Os dados refletem a menor variação histórica nas emissões e a principal redução ocorreu na pecuária, devido à diminuição da fermentação entérica, principal fonte de metano.
A pecuária de leite, por sua vez, também apresentou redução, com 48,6 milhões de toneladas emitidas, o que representa uma diminuição de 2,9%. Os pesquisadores atribuíram a queda nas emissões principalmente à redução nos níveis de fermentação entérica, que é o metano liberado pelo 'arroto' do gado.
Em contrapartida, o setor agrícola teve um aumento de 6,45% nas emissões, totalizando 132,1 milhões de toneladas, impulsionado pelo gerenciamento de solos e a utilização de fertilizantes.
O subsetor de solos manejados, que abrange o manejo dos solos agrícolas e o uso de fertilizantes, foi responsável por 188,6 milhões de toneladas, um aumento de 3% em relação ao ano anterior, atingindo o maior volume registrado na atividade.
Os fertilizantes sintéticos nitrogenados e o calcário representaram 9,9% do total emitido, com emissões de 33 MtCO²e e 29,2 MtCO²e, respectivamente.
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