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Agronegócio
2 min de leitura

Goulart critica lei de proteção de cultivares para soja

Secretário aponta inadequação da legislação atual durante evento em Foz do Iguaçu

Gabriel Rodrigues07 de maio de 2026 às 18:50
Goulart critica lei de proteção de cultivares para soja

Em Foz do Iguaçu (PR), durante o Encontro Nacional dos Produtores de Sementes de Soja, Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, afirmou que a atual lei de proteção de cultivares está desatualizada para os desafios enfrentados pela agricultura brasileira.

Goulart enfatizou que a legislação, que foi criada na década de 1990, não reflete mais a realidade da agricultura contemporânea e, segundo ele, nenhuma lei 'envelhece bem'. Ele destacou que a pirataria de sementes persistirá a menos que haja mudanças significativas na abordagem legal, explicando que 'lei não altera conduta'.

Cerca de 27% da produção de soja no Brasil utiliza sementes não certificadas.

O secretário também fez questão de declarar que o Ministério não apoia a proibição da prática de sementes salvas, mas sim propõe uma discussão sobre a quantidade e as condições em que isso pode ser permitido. Ele mencionou que o Brasil é um dos países com a legislação mais permissiva nesse aspecto, comparado a outros membros da Organização Mundial de Propriedade Intelectual.

Goulart ressaltou a importância de avaliar o impacto que essa abordagem trouxe para diversas culturas, não se limitando à soja, mas incluindo milho, algodão e hortas, algumas das quais têm índices de pirataria superiores a 80%.

Contexto

O uso de sementes não certificadas é uma preocupação crescente entre os produtores, refletindo a urgência em revisar a legislação existente para proteger os direitos dos cultivadores.

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