Período crítico abrange desde a floração até o enchimento das vagens, demandando cuidados com água e nutrição.

O manejo do feijão no estádio reprodutivo requer atenção especial à água, nutrição e controle de pragas e doenças para minimizar o abortamento de flores e vagens. O intervalo que vai da emissão dos primeiros botões florais (R5) até o enchimento das vagens (R9) é crucial para determinar o potencial produtivo da lavoura.
Nesse período, o feijoeiro direciona seus recursos para a emissão de flores, polinização, fecundação e desenvolvimento das vagens e grãos. A planta, por natureza, produz mais flores do que é capaz de sustentar até o final do ciclo, levando a um abortamento fisiológico. No entanto, problemas surgem quando essa perda excede o padrão normal.
✨ Condicionantes como falta ou excesso de água, desequilíbrios nutricionais, temperaturas extremas, doenças e pragas podem aumentar a perda de estruturas reprodutivas.
A disponibilidade hídrica é um dos principais pontos a serem monitorados, já que o feijoeiro é sensível a alterações na umidade durante a floração e formação das vagens. Tanto a seca quanto o encharcamento reduzem a fotossíntese e o transporte de nutrientes para as estruturas reprodutivas. Em áreas de sequeiro, a falta de água próxima à floração é especialmente crítica, enquanto nas áreas irrigadas o excesso de água deve ser evitado.
A nutrição adequada é igualmente fundamental, já que deficiências de nutrição podem comprometer o desenvolvimento reprodutivo. O nitrogênio é crucial para o crescimento vegetativo e a sustentação das estruturas reprodutivas, enquanto o fósforo é vital para a fecundação e o desenvolvimento inicial das vagens.
Temperaturas extremas também representam riscos durante o florescimento. Temperaturas acima de 30 a 32 °C podem diminuir a viabilidade do pólen, enquanto temperaturas muito baixas, entre 10 e 12 °C, podem afetar negativamente a fecundação e o desenvolvimento inicial das vagens.
Doenças que reduzem a área foliar, como a antracnose e a ferrugem, além de pragas como percevejos e mosca-branca, exigem monitoramento constante, pois podem comprometer a integridade das flores e vagens.
Além das práticas de manejo, a observação contínua da lavoura e o registro de condições climáticas, irrigação e ocorrências de pragas e doenças formam um histórico que contribui para a gestão eficaz no futuro. A orientação de um engenheiro agrônomo é necessária para decisões sobre o uso de produtos e ajustes no manejo.
Em suma, o manejo adequado do feijão durante o estádio reprodutivo, através da integração de práticas de irrigação, nutrição, controle fitossanitário e monitoramento, pode reduzir o abortamento evitável de flores e vagens e favorecer a produção de vagens e grãos.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Agronegócio

Inseto ataca raízes do arroz e compromete produção em safras irrigadas

Tecnologia permite decisões mais precisas para pecuaristas, aumentando eficiência na produção.

Praga afeta a base das plântulas e pode causar perdas significativas na produção.

Estudo revela potencial das abelhas sem ferrão na cafeicultura