Frigoríficos de grande porte ajustam escalas de abate

O mercado físico do boi gordo se manteve estável nesta segunda-feira, com a atenção direcionada para o andamento das escalas de abate e as exportações de carne bovina. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, frigoríficos grandes estão se adaptando para um aumento na oferta de animais ao longo do mês.
Os frigoríficos menores, por outro lado, ainda operam com escalas mais rígidas e enfrentam uma necessidade acentuada de aquisição de gado. Iglesias enfatiza que as escalas de abate e o desempenho das exportações são fatores cruciais que influenciam os preços e a tendência do mercado de curto prazo.
✨ Em São Paulo, a referência média é de R$ 351,50 por arroba, seguindo a tendência observada em outras regiões.
Os preços de referência variam: Goiás apresenta média de R$ 336,46, Minas Gerais, R$ 337,12, Mato Grosso do Sul, R$ 343,05, e Mato Grosso, R$ 332,73.
No mercado atacadista, os preços permanecem robustos, mas prevê-se um ritmo de reposição mais lento nos próximos dias. Isso se deve à diminuição do impacto positivo da entrada de salários na economia e à alta demanda observada durante o Dia dos Pais, na primeira semana de agosto.
A carne bovina enfrenta crescente concorrência de outras proteínas, especialmente a carne de frango, o que pode restringir oportunidades para novos aumentos de preço no atacado, a menos que a demanda melhore.
Os principais cortes de carne estão com os seguintes preços: o quarto dianteiro a R$ 21,50 por quilo, a ponta de agulha a R$ 20,00 e o quarto traseiro a R$ 27,00.
No câmbio, o dólar comercial teve uma alta de 0,53%, encerrando a sessão cotado a R$ 5,1113 para venda e R$ 5,1093 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,0832 e R$ 5,1197.
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