Analista destaca a dificuldade de frigoríficos menores e a tranquilidade das indústrias maiores

O mercado físico do boi gordo continua enfrentando incertezas, com alguns negócios ocorrendo acima da média de referência. Os frigoríficos de menor porte têm encontrado dificuldades na composição de suas escalas de abate.
Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, observa que as indústrias maiores mantêm uma certa tranquilidade, utilizando animais de parceria e confinamentos próprios para assegurar um posicionamento mais confortável.
✨ A atenção do mercado ainda se volta para o comportamento dos preços no atacado e o fluxo semanal de exportação.
Os preços médios do boi gordo variam por estado. Por exemplo, em São Paulo, o valor é de R$ 351, enquanto em Goiás está em R$ 342,86. Em Minas Gerais, o preço é de R$ 337,12, e no Mato Grosso do Sul, R$ 347,84.
No mercado atacadista, as cotações permanecem nos patamares estabelecidos após os recentes reajustes. Iglesias comenta que a entrada dos salários na economia tem contribuído para a reposição entre atacado e varejo, mas há expectativas de um consumo mais pressionado na segunda quinzena do mês.
A competitividade de cortes suínos e carne de frango também é um fator que limita novas valorizações na carne bovina, especialmente em um cenário de menor poder de compra das famílias.
Os preços dos cortes bovinos são: Quarto traseiro a R$ 27,50 por quilo, Quarto dianteiro a R$ 19,50 e Ponta de agulha a R$ 18,50.
Além disso, o dólar comercial teve uma alta de 0,10%, sendo negociado a R$ 5,1537 para venda e R$ 5,1517 para compra, com uma oscilação entre R$ 5,1266 e R$ 5,1616 ao longo do dia.
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