Análise aponta que frigoríficos maiores estão em melhor posição que os menores

O mercado físico do boi gordo abriu a semana com registros de negócios atingindo preços acima das referências médias. O analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, observa que o cenário para as escalas de abate permanece quase inalterado.
As indústrias de maior porte estão em uma situação confortável em relação às suas escalas de abate, ao passo que frigoríficos menores ainda enfrentam dificuldades. Iglesias menciona também um declínio nas exportações de carne bovina, principalmente devido à ausência da China no mercado.
No mercado interno, a expectativa é de um consumo moderado na segunda quinzena do mês, com um baixo impulso nas vendas entre atacados e varejos. Apesar do descompasso entre o mercado futuro e o físico estar começando a diminuir, a correção de preços ainda é necessária.
✨ Preços do boi gordo: São Paulo: R$ 350,33; Goiás: R$ 341,25; Minas Gerais: R$ 336,41; Mato Grosso do Sul: R$ 347,39; Mato Grosso: R$ 330,95.
O mercado atacadista inicia a semana com preços em elevação, influenciado pelos reajustes da última sexta-feira. Aumento dos salários também propicia uma melhor interação entre atacado e varejo, mas a tendência é de um consumo mais cauteloso na segunda quinzena do mês.
A competitividade de carne suína e de frango continua a limitar o potencial de valorização da carne bovina, especialmente em períodos de menor poder de compra das famílias.
✨ Preços de cortes: Quarto traseiro: R$ 27,50/kg; Quarto dianteiro: R$ 19,50/kg; Ponta de agulha: R$ 18,50/kg.
No câmbio, o dólar comercial fechou com alta de 0,48%, sendo negociado a R$ 5,1482 para venda e a R$ 5,1462 para compra, com oscilações durante o dia entre R$ 5,1414 e R$ 5,1824.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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