Representantes do agronegócio e do governo apresentam medidas ambientais em reunião com autoridades europeias.

Dirigentes da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estão na Europa, acompanhados de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O objetivo da missão é apresentar documentos que demonstram que a produção brasileira de soja atende às exigências ambientais da União Europeia.
A ação visa evitar barreiras comerciais em função da nova lei antidesmatamento da UE, que entrará em vigor no dia 30 de dezembro. As reuniões agendadas incluem representantes da França, Alemanha, Holanda e Bélgica, com foco na ampliação do diálogo com autoridades e importadores europeus.
✨ Uma das ferramentas apresentadas é a Plataforma Agro Brasil + Sustentável, que reúne informações sobre as práticas ambientais adotadas na agropecuária brasileira.
Em entrevista ao Canal Rural, Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, enfatizou que é fundamental mostrar que o Brasil já implementa medidas de preservação ambiental conforme o Código Florestal. Ele destacou a importância de garantir o acesso ao mercado europeu, especialmente para as exportações de soja e farelo.
André Nassar, presidente da Abiove, também pediu o reconhecimento dos mecanismos brasileiros de controle ambiental pelas autoridades europeias. Ele acredita que a colaboração entre governo, produtores e agroindústrias pode garantir que a nova regulamentação não se torne um obstáculo às exportações.
No entanto, o diretor-executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, ainda alerta para a falta de clareza nas definições e procedimentos que as autoridades europeias utilizarão para verificar as novas regras. Essa incerteza pode gerar insegurança tanto para exportadores brasileiros quanto para importadores na Europa.
A EUDR, que entra em vigor para empresas de grande e médio porte em 30 de dezembro de 2026, visa restringir a comercialização de produtos associados ao desmatamento ocorrido após 31 de dezembro de 2020.
A missão busca não apenas defender a produção de soja brasileira, mas também atestar que o setor está preparado para atender às exigências ambientais e continuar a manter as exportações para o mercado europeu.
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