Produtividade e qualidade do trigo são afetadas por clima adverso e redução de área semeada.

A safra brasileira de trigo enfrenta perdas significativas em produtividade e qualidade, principalmente nas regiões produtoras. A combinação da redução da área semeada e condições climáticas desfavoráveis tem gerado um cenário preocupante com potenciais implicações nas importações.
Dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA) indicam que as importações podem chegar a até 9 milhões de toneladas na temporada 2026/27, uma revisão para cima em relação à previsão anterior de 8 milhões de toneladas.
✨ As cotações do trigo superior no Brasil alcançaram entre R$ 75,00 e R$ 82,00 por saca, frente a uma expectativa de baixa safra.
O mercado internacional também sentiu reflexos, com o trigo negociado em Chicago a US$ 6,83 por bushel. As intempéries climáticas nos Estados Unidos têm os investidores atentos à oferta e demanda, especialmente com a previsão de tempo seco, que pode acelerar o plantio do trigo de inverno.
No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reportou que, até 2 de outubro, 36,4% da área nacional foi colhida, um progresso em relação ao 31% de um ano anterior. Contudo, a umidade excessiva ameaça a qualidade do grão.
As fortes chuvas em regiões como o Rio Grande do Sul são motivo de preocupação, com a expectativa de até 200 milímetros de precipitação, o que compromete ainda mais as lavouras.
Além disso, o Paraná e São Paulo registram cenários críticos, com perdas irreversíveis e grãos de qualidade abaixo do esperado, reforçando a dependência do Brasil em relação às importações.
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