Cimento asfáltico de petróleo agora contém óleo técnico de milho como diluente.

Desde 2025, a Petrobras tem introduzido um novo tipo de asfalto, utilizando cimento asfáltico de petróleo (CAP) produzido com óleo técnico de milho, um resíduo das agroindústrias. Este resíduo, conhecido como TCO, tem sido empregado como diluente na refinaria de São José dos Campos (SP), substituindo derivados minerais fósseis.
O TCO, proveniente do processamento e fermentação do milho, se diferencia do óleo de cozinha pela sua alta acidez, que faz dele um substituto eficiente para diluentes fósseis. O objetivo é melhorar a penetração e a viscosidade do asfalto, de acordo com Carolina Oliveira, gerente de Planejamento de Marketing e Inteligência de Mercado da Petrobras.
✨ Até agora, a Petrobras produziu 95 mil toneladas de CAP renovável, o que permitiria asfaltar uma extensão equivalente à viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro.
Embora o uso de matéria-prima renovável ainda represente apenas 1% a 2% na produção de asfalto, a Petrobras buscou garantir uma oferta estável. A crescente produção de etanol de milho no Brasil, que aumentou 7.121% em dez anos, impulsiona a disponibilidade do TCO.
A estatal já firmou um contrato com a Inpasa, principal produtora de etanol de milho no país, para aquisição do TCO, que é considerado 'competitivo' em comparação a outras opções, como o óleo de soja. O preço de mercado da tonelada de TCO está em torno de R$ 6,5 mil.
A Inpasa, que está expandindo suas operações, prevê aumentar sua capacidade de produção de TCO de 340 mil toneladas para 450 mil até 2027. O TCO também possui aplicações em indústrias de biodiesel, diesel verde e combustível sustentável de aviação.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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