Fatores climáticos e dados do Crop Tour influenciam o mercado.

Os preços da soja na bolsa de Chicago registraram uma alta expressiva nesta segunda-feira, com os contratos para novembro subindo 1,97%, atingindo US$ 12,16 por bushel. Essa elevação é atribuída a diversos fatores, conforme apontado pela consultoria Grão Direto.
Um dos principais motores dessa alta são as condições climáticas recentes. O último fim de semana trouxe chuvas intensas para importantes Estados produtores de soja nos Estados Unidos, como Iowa, Illinois, Indiana e Ohio, enquanto outras regiões permanecem secas. Isso pode reduzir a porcentagem de lavouras consideradas boas e excelentes, o que gera um aumento no risco e, consequentemente, nos preços.
Outro fator impactante são os primeiros dados do Pro Farmer Crop Tour para a safra 2026/27. Essa expedição realiza uma análise das principais áreas produtoras de grãos nos EUA e fornece uma prévia do que esperar para a colheita que se inicia em setembro. As informações preliminares indicam que a contagem de vagens de soja no Dakota do Sul está abaixo do esperado, o que pode corroborar com a expectativa de alta nos preços, caso a deterioração das lavouras se confirme.
✨ A demanda chinesa por soja dos EUA e as flutuações nos preços do petróleo também são monitoradas de perto pelos investidores.
O milho também viu seus preços subirem, com informações iniciais do Crop Tour indicando rendimentos mais baixos nas lavouras americanas. Os contratos para dezembro apresentaram uma leve alta, fechando em US$ 4,8950 por bushel, apesar de uma queda de 1,29%.
Por outro lado, o mercado de trigo fechou a sessão prácticamente estável, com contratos de dezembro apresentando uma leve queda de 0,04%, para US$ 6,8925 por bushel.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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