Projeto Baixio transforma agricultura no Semiárido da Bahia
Irrigação inicia mudanças econômicas em Xique-Xique e Itaguaçu

O projeto de irrigação Baixio de Irecê está promovendo mudanças positivas na paisagem e na produção agrícola do Semiárido baiano, beneficiando vários agricultores da área.
Considerado o maior empreendimento desse tipo na América Latina, o projeto já iniciou a irrigação de plantações entre os municípios de Xique-Xique e Itaguaçu. Os resultados e a expectativa dos agricultores em relação a essa iniciativa são significativos.
"‘Vim pra aqui, pra esse projeto, do início, com, naquela esperança. Foi como um tiro no escuro, que a gente não sabia nada ainda o que ia dar certo aqui' – Vanderlei Luiz da Silva, produtor agrícola.
A operação do projeto depende das águas do Rio São Francisco, captadas em Xique-Xique, que fornecem 60 metros cúbicos por segundo para um total de 124 quilômetros de canais, dos quais 42 já estão estabelecidos.
Andamento das obras
Naara Dioclecio, supervisora de planejamento e engenharia, informou que as fases 3 e 4 da obra estão atualmente em andamento, com novas estruturas hidráulicas sendo integradas ao sistema existente.
"‘Estamos na etapa inicial da obra da fase 3 e 4. O aqueduto é uma estrutura hidráulica, que irá conectar o canal já existente com o canal principal’ – Naara Dioclecio.
✨ Atualmente, dos 199 lotes do perímetro irrigado, 34 estão em atividade.
O diretor-presidente da Germina Brasil, Julio Perdigão, destacou o potencial produtivo do projeto, que já abriga áreas de fruticultura e cultivo de grãos, como milho e soja, além de diversas outras plantas.
Condicionantes para uso da água
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) estabeleceu várias condicionantes para garantir efeito sustentável do uso da água no projeto, como o automonitoramento por parte dos grandes usuários.
"‘A Germina Baixio tem a obrigatoriedade de seguir as resoluções da ANA, incluindo o reporte do volume de água captada’ – Marco Neves.
Vetor de desenvolvimento
Localizado no bioma da Caatinga, o projeto é visto como uma importante alavanca para o desenvolvimento econômico na região, com o objetivo de irrigar 48 mil hectares e um investimento superior a R$ 1,1 bilhão.
A expectativa é a de que novos investimentos fortaleçam a economia local, especialmente na produção de grãos e algodão, ampliando a oferta de emprego e renda na área.
"‘É um projeto muito relevante para a região, mudando a realidade econômica e impactando na produção nacional’ – Marco Neves.
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