Desenvolvimento das lavouras afeta mercado internacional e nacional.

A soja experimentou uma queda significativa nas cotações, impactada pelo clima favorável nos Estados Unidos e pelo avanço no plantio, enquanto o mercado brasileiro permanece estagnado.
Na Bolsa de Chicago, a oleaginosa terminou a primeira semana de junho cotada a US$ 11,28 por bushel, o menor valor desde fevereiro de 2026, reflexo de um recuo de 5,5% em relação à semana anterior, quando estava a US$ 11,94. A pressão sobre os preços também se estendeu aos derivados, com o farelo de soja caindo para US$ 313,50 a tonelada, e o óleo regredindo de 79,09 centavos para 76,41 centavos.
✨ Até 31 de maio, 87% da área plantada com soja nos EUA já estava semeada, superando a média histórica de 80%.
O desempenho das lavouras nos EUA têm se mostrado robusto, com 66% das plantações sendo avaliadas como em condições boas ou excelentes, segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA).
No Brasil, os preços da soja variam entre R$ 101,00 e R$ 115,00 por saca, com destaque para as regiões gaúchas, onde o preço é de R$ 113,00. Os produtores estão retendo estoques, em busca de melhores valores, contribuindo para a lentidão nas negociações.
O clima nos EUA continuará a exercer uma influência significativa sobre o mercado de Chicago até a divulgação do relatório de áreas plantadas no dia 30 de junho.
Os prêmios para as transações estão em queda, e o foco agora é aguardar os próximos relatórios que podem influenciar a tendência do mercado.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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