Estratégia de regionalização sanitária ajudou a preservar o comércio em várias regiões do Brasil.

O reconhecimento internacional da regionalização sanitária foi decisivo para a mitigação dos impactos comerciais do foco da doença de Newcastle identificado em Santa Catarina, em outubro de 2026.
De acordo com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), essa estratégia, em colaboração com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), permitiu que as restrições comerciais fossem direcionadas apenas às áreas afetadas, preservando a maior parte das importações brasileiras.
✨ Após a confirmação do foco em uma granja de perus em Nova Itaberaba (SC), o Mapa declarou emergência zoossanitária por 60 dias na área afetada.
A nova abordagem foi fruto de negociações iniciadas após o registro da doença no Rio Grande do Sul, em julho de 2024. O plano brasileiro segue as diretrizes do Código Sanitário para Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Estudos com base nas exportações do Brasil em 2025 indicam que a regionalização sanitária pode ter evitado perdas estimadas em aproximadamente US$ 954 milhões por ano. Os mercados mais impactados são a China, com cerca de US$ 485 milhões em perdas evitadas, seguida pela Arábia Saudita e Argentina.
As restrições comerciais variam de acordo com a política de cada país; enquanto o Uruguai, México e Malásia suspenderam importações de todo o Brasil, outros, como China e Chile, limitaram a suspensão apenas a Santa Catarina.
O Serviço Veterinário Oficial (SVO) está à frente das investigações epidemiológicas e das medidas de contenção, mantendo diálogo constante com autoridades internacionais para atualizar a situação e facilitar a normalização das transações comerciais.
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