Corte de laranjas contaminadas será obrigatório conforme a severidade da doença por município.

São Paulo introduz novas regras para o manejo de laranjas afetadas pela doença do greening, estabelecendo um controle diferencial conforme a contaminação em cada município.
Em áreas mais afetadas, a regulamentação obriga a eliminação apenas das árvores infectadas e com até três anos. Em locais com baixa incidência da doença, todas as plantas devem ser cortadas. Os municípios com as maiores taxas de contaminação são Limeira (82,1%), Porto Ferreira (72,43%) e Avaré (69,5%).
✨ O greening está presente em 48% das plantações de laranja na região deste ano, um leve aumento em relação aos 47,63% de 2025.
O levantamento feito pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta que, apesar do crescimento modesto da incidência, a severidade da doença aumentou de 22,7% para 27%. Nas áreas produtivas, a taxa de severidade saltou de 25,9% para 31%, indicando um comprometimento na qualidade das copas e na capacidade produtiva das árvores.
Leonardo Sodré, CEO da GiroAgro, destaca que o uso de fertilizantes líquidos de alta concentração é essencial para manter a competitividade da citricultura brasileira, ajudando a elevar a produtividade e a qualidade das frutas.
A nova regra classifica como baixa incidência os municípios cuja contaminação não ultrapasse 10%, obrigando a remoção de todas as árvores em locais contaminados. Se a taxa for superior a 10%, apenas plantas sintomáticas e com até três anos devem ser eliminadas, reduzindo o potencial de perdas econômicas.
O monitoramento do inseto transmissor será necessário a cada 15 dias, com registros das inspeções e produtos utilizados, informações que devem ser mantidas disponíveis para fiscalizações por cinco anos. Qualquer unidade retirada será custeada pelo produtor, sem compensação por perda.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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