Cotações reagem a tensões geopolíticas e condições climáticas

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago voltaram a superar a marca de US$ 12,00 por bushel, alcançando US$ 12,07 no dia 14 de julho, após 35 dias em que estiveram abaixo desse patamar. No fechamento de 16 de julho, a cotação ficou em US$ 11,95, um aumento em relação aos US$ 11,79 da semana anterior.
O farelo de soja, por sua vez, foi cotado a US$ 323,10 por tonelada curta em 10 de julho, encerrando o período em US$ 322,90. Já o óleo de soja teve uma valorização, operando acima de 70 centavos de dólar por libra-peso, fechando em 72,43 centavos após atingir 73,04 centavos em dias anteriores.
De acordo com a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), a elevação da soja foi impulsionada por tensões entre Rússia e Ucrânia, a alta nos preços do petróleo após falhas nas negociações de cessar-fogo no Oriente Médio, e condições climáticas mais secas e quentes no Meio-Oeste dos Estados Unidos.
✨ Apesar da melhora nas condições climáticas no Meio-Oeste, a análise do USDA em 10 de julho indicava estimativas baixistas para o mercado.
O departamento elevou em um milhão de toneladas a previsão da safra norte-americana de soja para o ciclo 2026/27, projetando uma produção de 121,8 milhões de toneladas e mantendo os estoques finais em 8,4 milhões. Para Brasil e Argentina, as expectativas permanecem em 186 milhões e 50 milhões de toneladas, respectivamente.
Globalmente, as projeções de produção foram revisadas para 441,7 milhões de toneladas, com estoques finais em 124,2 milhões. O USDA também aumentou a previsão de importações de soja pela China para 115 milhões de toneladas, um milhão acima do mês anterior.
As condições das lavouras de soja nos EUA mostraram leve melhora até 12 de julho, com 65% das áreas classificadas entre boas e excelentes. O florescimento ocorreu em 50% das lavouras, um aumento significativo em comparação com 34% da semana anterior e acima da média histórica de 44%.
Além disso, a formação de vagens chegou a 19% das áreas cultivadas, superando os índices da semana anterior, de 2025 e a média histórica.
O processamento de soja também foi destacado, com a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas informando que o esmagamento em junho registrou 5,83 milhões de toneladas, um aumento de 16% em relação a junho de 2025. Em contrapartida, os estoques de óleo de soja caíram para 1,5 bilhão de libras, o menor nível em oito meses.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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