Levantamento da Alvarez & Marsal revela avanço no financiamento de projetos minerais no país

Desde julho de 2025, as empresas mineradoras que operam no Brasil captaram mais de US$ 600 milhões através de bolsas e investidores estratégicos, conforme aponta um levantamento realizado pela Alvarez & Marsal (A&M). Esta quantia está sendo direcionada principalmente para projetos que envolvem ouro e terras raras.
O levantamento destaca que o financiamento busca suportar uma das etapas mais críticas da mineração: a validação de ocorrências minerais que podem se transformar em minas. Compreendendo que o processo envolve gastos elevados em sondagens e estudos, as empresas dependem dessa entrada de capital, já que elas ainda não geram receita operacional.
✨ Empresas como a Amapá Minerals e Alurion Resources conseguiram arrecadar investimentos significativos, sendo C$ 140 milhões na Bolsa de Toronto e A$ 50 milhões na Bolsa Australiana, respectivamente.
Segundo Rafael Marchi, Managing Director da A&M, a predominância de financiamentos externos deve-se ao custo de oportunidade para investidores no Brasil e à estrutura do mercado de capitais. Ele explica que as altas taxas de juros fazem com que investidores prefiram aplicações de renda fixa, além de mencionar que os mercados canadense e australiano têm desenvolvido mecanismos adequados para atrair investimentos em empresas em fase de exploração mineral.
Uma proposta em tramitação na Câmara dos Deputados busca criar um modelo semelhante ao das flow-through shares canadenses, com a introdução das Ações da Atividade de Pesquisa Mineral, que visa otimizar a captação de recursos para pesquisa mineral no Brasil.
Marchi acredita que a construção de um mercado de capitais voltado para a mineração no Brasil é viável, mas ressalta que isso demandará tempo e um envolvimento mais significativo do sistema financeiro em novos segmentos do setor.
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Jornalista especializado em Brasil

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