Pesquisadores identificam aumento de abelhas, mas com consequências danosas ao ecossistema.

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, teve sérios impactos ambientais na bacia do Rio Doce. Um estudo revelou que, embora a quantidade de abelhas nas áreas afetadas pelo rejeito da mineração seja superior à encontrada em matas preservadas, isso não indica uma condição saudável do ecossistema.
Pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade (Biodiv) da UFMG, junto com outras instituições, avaliaram locais impactados e de referência. Foram coletados 10.721 abelhas, abrangendo 88 espécies e cinco famílias, revelando uma média de 197 indivíduos por ponto na área afetada e 160 em matas preservadas.
✨ Apesar da maior quantidade de abelhas, o estudo indica um desequilíbrio ecológico, com predominância de abelhas generalistas em detrimento das especialistas, que necessitam de plantas específicas para sobreviver.
Outra descoberta importante é que a maior quantidade de abelhas foi observada durante o período seco, o que contraria padrões ecológicos comuns. As matas ciliares preservadas desempenham um papel crucial como refúgio para as abelhas em meio à degradação ambiental.
Os especialistas ressaltam a necessidade de priorizar a conservação dos remanescentes de floresta nativa e a recuperação das propriedades do solo para possibilitar o retorno dos polinizadores ao ecossistema.
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