Pesquisa revela expansão da área protegida e dados sobre biodiversidade no Rio de Janeiro e Bioma Caatinga.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou, nesta quinta-feira (22), um estudo experimental que traz informações sobre a extensão e a condição de ecossistemas em Unidades de Conservação (UCs). A análise abrangeu o estado do Rio de Janeiro e o Bioma Caatinga, com dados referentes aos anos de 2000, 2010 e 2020.
O trabalho incorpora dados sobre serviços ecossistêmicos culturais-científicos, que estão ligados à produção de conhecimento sobre a biodiversidade. Para estruturar essas informações, foi adotada a metodologia do System of Environmental-Economic Accounting – Ecosystem Accounting (SEEA EA), desenvolvida pela Divisão de Estatística das Nações Unidas.
✨ Entre 2000 e 2020, a área protegida por UCs do Rio de Janeiro mais que dobrou, de 4.957,0 km² para 12.332,7 km².
Em 2020, 6.139,9 km² da área total correspondia à Área Natural e 6.192,8 km² eram Áreas Antropizadas. No Bioma Caatinga, a área protegida por UCs cresceu de 48.359,2 km² para 75.249,9 km² no mesmo período, com 64.432,7 km² de Área Natural e 11.817,2 km² de Áreas Antropizadas.
O estudo avaliou as taxas de desmatamento, observando crescimento negativo nos dois recortes territoriais entre 2011 e 2020. No Rio de Janeiro, a Floresta Ombrófila Densa foi a principal região fitoecológica nas UCs, cobrindo 81,7% das áreas protegidas em 2000, 84,2% em 2010 e 73,3% em 2020.
Na Caatinga, a Savana-Estépica teve a maior participação nas áreas protegidas, passando de 36,9% em 2000 para 47,5% em 2020. A pesquisa também destacou que as UCs contribuíram significativamente para a produção de conhecimento científico sobre a biodiversidade.
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