Pesquisa analisa adaptações genéticas de orquídea-da-praia.

Uma pesquisa recente destaca como plantas adaptadas a ambientes extremos, como a orquídea-da-praia, podem oferecer insights valiosos sobre a condição de espécies nativas diante das mudanças climáticas.
Conduzido em áreas de restinga e dunas, onde o solo é árido e carente em nutrientes, o estudo revelou características genéticas que evidenciam a resiliência dessa orquídea às condições adversas.
✨ O sequenciamento do genoma identificou mais de mil grupos de genes únicos que são fundamentais para a adaptação a diferentes estresses ambientais.
Os cientistas observaram que a quantidade elevada de cópias desses genes potencializa a variabilidade genética, tornando as reações da planta ao estresse mais eficazes. "O grande número de cópias de cada gene contribui para a robustez diante de situações extremas", afirma Fábio Pinheiro, biólogo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coautor do estudo.
O trabalho se baseou em uma planta coletada na costa de São Paulo e utilizou técnicas avançadas para sequenciar o DNA, além de comparar com outras espécies vegetais de referência para construir o panorama genético da orquídea.
Além de revelar mecanismos de resistência ao clima, o genoma da orquídea-da-praia oferece indícios sobre sua evolução, sugerindo que a espécie surgiu cerca de 10 milhões de anos atrás, durante um período seco na América do Sul, e que sua população diminuiu ao longo do tempo devido ao avanço de regiões mais úmidas e o crescimento das florestas.
Atualmente, acredita-se que apenas uma fração da população original da orquídea sobreviva.
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