Estudo revela como mudanças climáticas moldaram navegação antiga

Uma nova pesquisa, publicada na revista PNAS, esclarece a razão pela qual os navegadores polinésios começaram a colonizar ilhas a longas distâncias, algo que intrigou historiadores e inspirou obras como o filme Moana. O estudo revelou que uma seca prolongada no Pacífico Sul, que perdurou entre 200 e 400 anos, foi a causa dessas expedições marítimas.
Os pesquisadores analisaram sedimentos coletados em lagos em Vanuatu, Samoa e Ilhas Cook, demonstrando que a região passou por um significativo período de seca em cerca de 900 d.C. Esse fenômeno climático diminuiu drasticamente a quantidade de chuvas, afetando tanto a agricultura quanto o acesso à água potável em ilhas como Samoa e Tonga.
✨ O cenário de escassez impactou diretamente as sociedades locais, criando pressões sociais que levaram à exploração de novas ilhas.
Para comprovar a chegada de humanos a novas áreas, os cientistas analisaram marcas de fezes de porcos e humanos em sedimentos do Lago Te Roto, na ilha de Atiu. Os resultados indicaram uma presença gradual que pode ser dividida em três fases: Descoberta, Colonização e Estabelecimento entre os anos 900 e 1125 d.C.
O estudo mostrou que os polinésios não partiram aleatoriamente, mas seguiram um processo planejado que acumulou conhecimento marítimo ao longo de gerações. Melhores condições climáticas, a partir de 1150 d.C., permitiram a expansão para áreas mais remotas, como a Ilha de Páscoa e a Nova Zelândia.
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Jornalista especializado em Ciência

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