Pesquisa analisou 623 exemplares e aponta para poliginandria como fator chave na diversidade genética.

Uma recente pesquisa envolvendo 623 belugas no Alasca revelou uma fascinante estratégia reprodutiva que pode auxiliar na manutenção da diversidade genética da espécie. Os machos e fêmeas dessa população não têm um único parceiro ao longo da vida, mas se reproduzem com múltiplos indivíduos.
Os pesquisadores analisaram dados genéticos desses animais por 13 anos e descobriram que filhotes com a mesma mãe frequentemente têm pais diferentes, indicando que tanto fêmeas quanto machos podem acasalar com vários parceiros.
✨ Esse sistema reprodutivo, chamado poliginandria, permite que diversos indivíduos contribuam para as próximas gerações, o que é vital para a diversidade genética.
A pesquisa sugere que a variedade de parceiros é benéfica em populações isoladas, como a da Baía de Bristol, onde vivem cerca de 2 mil belugas. A reprodução entre parentes pode aumentar o risco de problemas genéticos, mas os cientistas notaram baixos níveis de acasalamento entre indivíduos aparentados.
As descobertas ressaltam a importância do comportamento reprodutivo para a conservação das belugas, especialmente em face das mudanças ambientais e outras ameaças ao seu habitat.
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Jornalista especializado em Cultura & Entretenimento

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