Medida provoca críticas de visitantes e rede social sobre a memória histórica do país.

O governo da Colômbia ordenou a retirada de diversas obras relacionadas à diversidade sexual e aos processos de paz do Museu Nacional em Bogotá, uma decisão que tem gerado uma forte onda de críticas nas redes sociais e entre os visitantes do local.
Na sala 'Hacer sociedad', paredes que anteriormente exibiam obras voltadas para a comunidade LGBT+, os assassinatos de figuras políticas e o histórico acordo de paz de 2016, agora estavam vazias. Funcionários estavam presentes para pintar uma das paredes antes do fechamento do espaço, alegando que a ação fazia parte de uma 'renovação' promovida pela nova administração.
✨ Martín Pérez, um visitante de 26 anos, declarou que a remoção das obras é uma afronta à memória e à história da Colômbia.
A ministra da Cultura, Paola Holguín, defendeu a medida, afirmando que o museu não deve servir como um instrumento de doutrinação política e deve respeitar os direitos das crianças. O presidente Abelardo de la Espriella também comentou, alegando que o Estado deve evitar que espaços culturais sejam dominados por ideologias que consideram prejudiciais aos valores nacionais.
Professores e funcionários do museu, que estão proibidos de se pronunciar sobre o ocorrido, veem a ação como um tipo de censura. John Fredy Rodríguez, um docente, afirmou que a memória sempre resistirá, apesar das tentativas de apagamento.
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Jornalista especializado em Cultura & Entretenimento




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