Publicação analisa o extrativismo contemporâneo e suas implicações sociais e ambientais.

A nova coleção internacional 'Empire of Extraction: Capital, Crisis, and Struggles for Climate Justice' discute como a transição verde não elimina a lógica extrativista, mas a renomeia. Com estudos de caso da América Latina, Europa, África, Ásia e Estados Unidos, a publicação resulta de uma parceria entre a Fundação Rosa Luxemburgo e a Editora Funilaria.
A coleção argumenta que a emergência climática representa o maior desafio político do século XXI e propõe uma nova visão sobre a relação entre combustíveis fósseis e energias renováveis. Ao invés de se encaminhar para uma nova ordem pós-extrativista, a realidade é que está emergindo um novo regime de acumulação, impulsionado pela demanda crescente por minerais críticos.
✨ A chamada transição energética, em vez de superar o extrativismo, o reorganiza e aprofunda, mantendo as fronteiras de acumulação sob o pretexto de descarbonização.
O conceito de 'império da extração' revela as conexões entre finanças, energia, tecnologia, território e poder político, que atuam para extrair valor e externalizar os custos sociais. A resistência se forma em comunidades ao redor do mundo que contestam as dinâmicas extrativas, lutando por água, trabalho e terra, ao mesmo tempo que desafiam a ideia de que o mercado deve guiar a ação climática.
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Jornalista especializado em Cultura & Entretenimento

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