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economia
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Abimaq se opõe a tarifas sobre produtos americanos

Indústria de máquinas luta contra tarifas impostas pelos EUA

Gabriel Rodrigues21 de julho de 2026 às 11:40
Abimaq se opõe a tarifas sobre produtos americanos

Representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) expressaram, nesta terça-feira, sua oposição à proposta de reciprocidade tarifária que o Brasil poderia aplicar sobre produtos importados dos Estados Unidos. A declaração foi feita após uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Márcio Elias Rosa e Dario Durigan.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) está conduzindo encontros com setores impactados pelo recente tarifaço imposto pela administração de Donald Trump, que resultou em uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, de acordo com uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).

O governo brasileiro classificou a nova tarifa como uma ação sem justificativa econômica, motivada por questões políticas.

Após o encontro com os ministros, a Abimaq defendeu a intensificação do programa Brasil Soberano, que visa oferecer crédito com menos rigor às indústrias afetadas pela tarifa americana. O governo já sinalizou que considerará a ampliação deste programa.

Contexto

A tarifa americana foi baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, utilizada para investigar práticas que são vistas como prejudiciais ao comércio. Embora tenha sido imposta uma nova tarifa, diversos produtos ficaram isentos da sobretaxa.

Na semana passada, o governo brasileiro reagiu à decisão americana, considerando-a um 'marco lastimável' nas relações bilaterais. O governo Lula mencionou a possibilidade de recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica em resposta à nova tarifa, que começa a ser aplicada no dia 22.

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