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economia
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Unica defende E32 após ação do MPF contra mistura de etanol

União das Indústrias de Cana-de-Açúcar ressalta estudos favoráveis

Gabriel Rodrigues22 de julho de 2026 às 20:00
Unica defende E32 após ação do MPF contra mistura de etanol

A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) destacou que os estudos que fundamentaram a implementação da mistura de 32% de etanol anidro na gasolina (E32) não mostraram efeitos negativos significativos nos veículos testados. A declaração ocorre em resposta a uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), em que se busca barrar essa alteração.

A resolução para aumentar a mistura de etanol foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho. Os estudos, conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), examinaram 16 carros leves e 13 motocicletas que representam a frota nacional, abrangendo modelos de 1994 a 2024, todos equipados apenas com motores a gasolina.

Metodologia e Protocolos

A Unica ressaltou que a metodologia usada nos testes foi estabelecida de modo colaborativo, contando com a participação de representantes do governo, da indústria automotiva, do setor de motocicletas e da cadeia de combustíveis, por meio de reuniões e audiências públicas. Neste contexto, a entidade reforçou que a nova regulamentação não permite qualquer variação na mistura acima do novo patamar de 32%.

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A gasolina comercializada deverá respeitar a especificação técnica definida pelos estudos que respaldaram a aprovação, sem autorização para percentuais superiores ao limite estabelecido

A Unica reafirmou a eficácia econômica e ambiental da mistura de 32% de etanol na gasolina.

A ação do MPF levantou preocupações com relação à especificação do E32, que, segundo o órgão, poderia permitir até 34% de etanol, sem validação técnica. Apesar disso, a Unica expressou confiança na integridade e na clareza dos processos que legitimaram a decisão do CNPE, enfatizando que é imperativo fundamentar políticas públicas em evidências científicas, além de garantir segurança regulatória.

A entidade também reiterou que a mistura de 32% de etanol é uma escolha viável, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental, almejando reduzir a dependência do Brasil em relação às flutuações do preço do petróleo internacional. Além disso, a medida promete manter empregos e fomentar investimentos no país, ampliando o uso de biocombustíveis na matriz de transportes, que já conta com o etanol desde 1931.

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