FAO aponta elevação nos valores de cereais e óleos vegetais em julho

Os preços dos alimentos no mercado internacional registraram um crescimento em julho, influenciados principalmente pela valorização de cereais, açúcar e óleos vegetais. Essa elevação foi mitigada em parte por quedas nos preços de carnes e laticínios, resultando em um índice global que permanece inferior aos níveis recordes de 2022.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Índice de Preços dos Alimentos alcançou 131,1 pontos, apresentando um crescimento de 0,6% em comparação com junho e uma alta de 1% em relação ao ano anterior. Apesar do aumento, o índice permanece 18% abaixo do pico de março de 2022.
No que diz respeito aos cereais, o índice médio subiu para 113,8 pontos, com um aumento mensal de 3,4% e anual de 7%. O preço do trigo, por exemplo, teve um aumento de 6%, impulsionada por incertezas nas exportações do Mar Negro, danos nas infraestruturas e condições climáticas adversas em regiões produtoras. O milho avançou 3,6% devido a temperaturas elevadas e secas nos EUA, bem como a uma melhora nos mercados de energia.
Contrapõe-se a isso a queda de 1,9% no preço da cevada, enquanto o arroz apresentou uma estabilidade nos preços.
Os óleos vegetais, por sua vez, atingiram 195,7 pontos, marcando o maior valor desde junho de 2022, com um aumento de 2%. Esse progresso foi sustentado principalmente pelos óleos de palma e soja, ainda que o girassol e a canola tenham diminuído em preço, esperando-se um aumento na oferta para a safra de 2026/27.
Em contraponto a esses aumentos, o índice de preços das carnes caiu 2,8% em julho, estabelecendo-se em 127,7 pontos, o que representa a primeira retração mensal de 2026. O setor de laticínios também sofreu um recuo de 0,7%, atingindo 116,2 pontos, refletindo uma redução de 25% em relação a julho de 2025.
✨ O açúcar, no entanto, viu um aumento de 6% em julho, atingindo 95 pontos, embora ainda esteja 8% abaixo do nível observado um ano atrás.
Essas informações foram divulgadas pela FAO nesta semana, refletindo as dinâmicas atuais do mercado alimentar global.
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