Crescimento do Brasil deve ser de 2,1% em 2026, abaixo da média da região.

O Banco Mundial divulgou hoje que o Brasil deverá registrar um crescimento de 2,1% em 2026, taxa que fica abaixo da média da América Latina e do Caribe, estimada em 2,2%. A previsão coloca o Brasil entre as principais economias da região com uma tendência de estagnação.
De acordo com o relatório, Brasil e México, as duas maiores economias da região, estão apresentando crescimento em um ritmo igual ou inferior ao da média regional. Vários fatores, como as condições monetárias restritivas, incertezas políticas e a diminuição dos investimentos públicos, limitam esse desempenho.
✨ O Banco Mundial também aponta que a inteligência artificial pode criar cerca de 170 milhões de novos postos de trabalho nos próximos cinco anos.
No contexto latino-americano, países como Paraguai e El Salvador têm previsão de crescimento acima do Brasil, com taxas de 4,7% e 4,5%, respectivamente, devido a melhores condições de segurança e políticas eficazes de controle de gastos públicos. Por outro lado, a Argentina deve crescer 2,1% em 2026, recuperando-se após anos de dificuldades econômicas.
Outro risco significativo percebido pelo Banco Mundial é o fenômeno El Niño, que pode afetar negativamente a economia local por meio de secas e chuvas excessivas, impactando a agricultura e a geração de energia. Além disso, as flutuações nos preços da energia têm implicações diretas na inflação, levando os bancos centrais a manter altas as taxas de juros por um período prolongado.
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Jornalista especializado em Economia

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