Crescimento econômico da região deve ficar em 2,2% em 2023 devido a desafios globais.

O Banco Mundial estimou nesta terça-feira, 6 de setembro, que o crescimento econômico da Europa e da Ásia Central deve desacelerar para 2,2%, em comparação com um avanço anterior de 2,6%. Essa redução é atribuída a preços mais elevados de energia, aumento da incerteza e a atividade mais fraca entre os parceiros comerciais da região.
A projeção anterior, divulgada em junho, previa uma alta de 2,1% no Produto Interno Bruto (PIB) para este ano e 2,5% para 2025. O novo relatório reafirma uma desaceleração generalizada, que reflete a fraqueza observada na maioria dos países, com um crescimento projetado de 3% para 2026, sem considerar a Rússia, que responde por cerca de 40% da produção regional.
O Banco Mundial informa que as perturbações nos mercados globais de commodities tiveram um impacto menos severo do que inicialmente antecipado. A vice-presidente do Banco Mundial para a região, Antonella Bassani, destacou que as economias em desenvolvimento continuam mostrando resiliência devido à redução da intensidade energética, políticas governamentais eficazes e uma demanda interna robusta.
✨ A Ásia Central é apontada como a sub-região com maior crescimento, estimado em 5,8% para 2026, com a República Quirguiz e Uzbequistão apresentando as projeções de expansão mais elevadas.
O relatório também ressalta que os altos preços de energia estão contribuindo para a manutenção da inflação em níveis elevados, enquanto o crescimento lento na União Europeia e a concorrência de outros países estão pressionando as exportações e a atividade industrial, especialmente nas cadeias de suprimentos do setor automotivo.
Entres os principais riscos identificados, destacam-se novas interrupções comerciais, a continuidade das hostilidades na Ucrânia, aumentos nos custos de energia e insumos, além de condições financeiras globais mais restritivas e eventos climáticos extremos.
Com base nas novas avaliações do Banco Mundial, o cenário para 2026 indica um crescimento econômico abrangente na Europa e na Ásia Central, enfrentando desafios relacionados à inflação vinculada à energia, comércio e custos de insumos.
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Jornalista especializado em Economia

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