Investidores ajustam suas previsões com a escalada do conflito e a postura dos EUA em relação ao Irã.

Nesta quinta-feira (2), os rendimentos dos títulos alemães, que servem como parâmetro para a zona do euro, interromperam uma sequência de três dias de queda, em um cenário onde aumentaram as apostas para um possível aumento nas taxas de juros. Essa mudança de perspectiva se deu em resposta à desaceleração das expectativas de um alívio no conflito no Oriente Médio.
Em um discurso transmitido na noite de quarta-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma postura mais beligerante em relação ao Irã. A resposta de Teerã foi clara: um porta-voz das Forças Armadas do Irã afirmou que o país não cessará suas ações até que os EUA e Israel enfrentem 'arrependimento permanente e se rendam'.
Consequentemente, os preços do petróleo começaram a se valorizar desde março, intensificando as preocupações com a inflação e a expectativa de um aumento nas taxas pelo Banco Central Europeu (BCE) e outros bancos ao redor do mundo. Atualmente, os mercados antecipam uma taxa de depósito do BCE de 2,73% até o fim do ano, subida em relação a 2,68% no dia anterior, com a taxa atual em 2%.
"À medida que o tempo passa, o cenário otimista de que os aumentos de juros podem ser evitados parece cada vez mais distante
✨ Os rendimentos dos títulos de 10 anos da Alemanha subiram 3 pontos-base, alcançando 3,03%.
Os custos de empréstimos na Alemanha indicam uma tendência de queda semanal pela primeira vez desde o início da guerra, à medida que as apostas por aumentos de juros pelo BCE diminuíam com a expectativa de uma resolução rápida do conflito.
Chris Attfield acrescentou que a preocupação dos membros do BCE com os efeitos colaterais, incluindo integrantes mais moderados da instituição, torna possível que um aumento de taxas ocorra já em 30 de abril. Contudo, Panetta destacou que, em um ambiente geopolítico instável, é essencial que o aumento nos custos e preços não gere repercussões sobre os salários.
Os rendimentos de 2 anos na Alemanha, que são mais reativos às expectativas sobre as taxas de juros, subiram 4,5 pontos, atingindo 2,65%.
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Jornalista especializado em Economia

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