Crescimento significativo nos três primeiros meses de 2026

Os brasileiros gastaram impressionantes US$ 6,04 bilhões no exterior no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Banco Central. Esse valor representa um aumento de 21,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, que registrou US$ 4,96 bilhões.
✨ Esse é o maior montante registrado para os três primeiros meses de um ano desde 1995.
Somente em março, os gastos chegaram a US$ 1,99 bilhão, batendo o recorde para este mês. O aumento nas despesas ocorre em um contexto de queda na cotação do dólar, que torna as viagens internacionais mais acessíveis.
Desde que o dólar fechou em alta a R$ 5, com um aumento de 0,58% no dia anterior, a moeda americana ainda acumula uma queda de 8,85% no ano. Esse cenário é influenciado pela guerra no Oriente Médio, que levou o mercado a considerar que o Brasil, como exportador de petróleo, está em uma situação econômica privilegiada.
A valorização do real é impulsionada pelo ingresso de divisas provenientes da venda de petróleo. Paralelamente, a economia brasileira continua a apresentar crescimento, mesmo diante da desaceleração, um fator que afeta diretamente os gastos no exterior.
Conforme o Banco Central, o déficit nas contas externas do Brasil diminuiu 10,76% no primeiro trimestre de 2026. O saldo negativo das transações correntes foi de US$ 20,27 bilhões, uma redução comparativa ao rombo de US$ 22,71 bilhões no mesmo período do ano passado.
As transações correntes englobam a balança comercial, serviços adquiridos por brasileiros no exterior, e as rendas que o Brasil envia para o exterior, como juros e dividendos.
O Banco Central observa que a magnitude do déficit é intimamente ligada ao crescimento econômico; um aumento no consumo resulta em maiores importações e gastos com serviços no exterior.
Além disso, os investimentos diretos estrangeiros no Brasil apresentaram uma leve queda no primeiro trimestre de 2026, somando US$ 21,03 bilhões, em comparação com os US$ 23,04 bilhões do mesmo período em 2025. Apesar da redução, esses investimentos foram suficientes para cobrir o déficit nas transações correntes nos primeiros dois meses deste ano.
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