Voltar
economia
2 min de leitura

Governo apresenta PLDO 2027 com redução gradativa de precatórios

Proposta estabelece metas fiscais mais rigorosas para os próximos anos

Camila Souza Ramos15 de abril de 2026 às 19:30
Governo apresenta PLDO 2027 com redução gradativa de precatórios

O governo lançou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, que visa uma redução gradual dos precatórios nos próximos anos, com implicações significativas para o orçamento.

Apresentada pela equipe econômica em 15 de dezembro, a proposta exclui cerca de R$ 57 bilhões em precatórios da meta fiscal para 2027, prevendo uma diminuição de aproximadamente 10% ao ano até 2036, quando todos os valores serão incorporados ao resultado primário.

Detalhes da Proposta

A regra constitucional exige que 10% do total de precatórios seja incluído na meta a cada ano, mas o governo irá adotar um percentual superior em 2027, com previsão de que 39,4% dos precatórios estejam dentro da meta, superando a exigência mínima em cerca de 30 pontos percentuais.

"

Nossa decisão é combinar a estabilidade do piso com uma visão de trajetória da dívida pública

Bruno Moretti

Durante a divulgação da proposta, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destacou que essa abordagem visa preservar a trajetória da dívida pública, afirmando que é essencial não enviar ao Congresso valores de precatórios fora da meta além dos especificados.

A redução nos precatórios dentro da meta possibilita um espaço adicional de cerca de R$ 20 bilhões no orçamento, ampliando as opções para novos gastos.

Moretti enfatizou a importância de não analisar isoladamente a mudança nos precatórios, ressaltando que a avaliação deve considerar as contas públicas de forma holística e a meta fiscal estabelecida do centro de 0,5%.

Assim, a diminuição de R$ 20 bilhões em precatórios dentro da meta contribui para criar um espaço fiscal mais consistente, especialmente em um contexto de metas fiscais ampliadas.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia