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economia
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Governo mantém alíquota de 12% na exportação de petróleo até domingo

Polêmica sobre a cobrança divide governo e setor petrolífero

Gabriel Rodrigues05 de agosto de 2026 às 04:35
Governo mantém alíquota de 12% na exportação de petróleo até domingo

O governo brasileiro decidiu manter temporariamente a alíquota de 12% sobre a exportação do petróleo até o próximo domingo, dia 9. A medida gerou intensos debates entre as autoridades e as empresas do setor de óleo e gás, refletindo preocupações sobre a arrecadação e as condições do mercado interno.

Posições em Conflito

O governo justifica a manutenção da taxa como uma necessidade para assegurar a continuidade do abastecimento de combustíveis no Brasil, especialmente diante da instabilidade causada por recentes eventos no Oriente Médio. Em um comunicado oficial, foi destacado que a decisão se faz necessária pela deterioração do ambiente geopolítico, citando especificamente as tensões no Estreito de Ormuz.

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A determinação foi tomada diante de mudança recente das condições externas.

Entretanto, representantes das petroleiras argumentam que a taxação adquire um viés apenas arrecadatório, carecendo de um respaldo legal adequado. Chicão Bulhões, presidente do Instituto Barla, critica a forma abrupta como a alíquota foi implantada. Para ele, a decisão prejudica investimentos a longo prazo em um setor que requer planejamento extenso.

A alíquota de 12% foi instituída em março por meio da Medida Provisória 1.340, com o intuito de regular o abastecimento interno devido a oscilações nos preços internacionais.

Bulhões aponta que a promessa de proteger o mercado interno não se sustenta, já que o Brasil possui capacidade de refino insuficiente para todo o petróleo produzido nacionalmente. O advogado Flávio Augusto Dumont Prado, especialista em direito tributário, também critica a medida, destacando que o caráter da MP oferece mais um mecanismo de arrecadação do que um regulador efetivo.

Reações do Setor Petrolífero

A decisão do governo provocou reações adversas no mercado, com várias petroleiras contestando a nova alíquota judicialmente, afirmando que é inconstitucional. Embora haja divergência entre especialistas em relação à legalidade da medida, a cobrança é considerada uma fonte de controvérsia.

  • 1A MP 1.340 estabelece prazos e limites para revogação.
  • 2Decisão do Congresso determinou a vigência até 9 de julho.
  • 3Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis alerta sobre impactos negativos.

Os impactos da decisão sobre os projetos de investimento e planos de produção foram enfatizados pelo IBP, que destaca a importância de um ambiente tributário estável para a viabilidade dos negócios no setor.

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