Aumento afeta transporte e preços de alimentos.

O preço médio do diesel nos Estados Unidos subiu para um histórico de US$ 5,85 por galão, impactado pela guerra com o Irã. Essa alteração já começa a influenciar os custos de transporte e, portanto, os preços finais pagos pelos consumidores.
Este salto no custo do diesel é particularmente relevante, pois essa forma de combustível é essencial no transporte de mercadorias, incluindo alimentos, o que gera um efeito cascata em diferentes setores. Produtos que dependem de entregas frequentes, como frutas, verduras, carnes e pescados, estão entre os mais afetados.
✨ O diesel está quase 56% mais caro comparado ao nível pré-guerra, quando era em média US$ 3,76 por galão.
Conforme reportado pela associação automobilística AAA, esse aumento no diesel é impulsionado por interrupções no abastecimento no Oriente Médio e dificuldades de navegação nos Estreitos de Ormuz. Neste mesmo dia, o preço do petróleo Brent também superou US$ 95 por barril, subindo consideravelmente desde o início do conflito.
A gasolina teve aumento mais modesto, chegando a US$ 4,15 por galão, contra US$ 3,20 no ano passado. É inédito que o preço de gasolina superou US$ 4 durante o feriado do Dia do Trabalho.
Segundo a Independent Grocers Alliance, o custo do combustível já representa de 15% a 30% das despesas totais para os supermercados. Em julho, os preços de alimentos aumentaram 2,7% em relação ao ano anterior, com os pescados apresentando uma alta de 7% e frutas frescas, 4,9%.
"À medida que novos contratos de frete são assinados, uma parte maior desses custos será transferida para os supermercados
Diversas empresas já começaram a repassar a pressão dos custos de transporte. A Amazon, por exemplo, implementou uma sobretaxa temporária de 3,5% para alguns vendedores. Companies como UPS e FedEx também adicionaram taxas adicionais devido ao aumento dos custos de combustível.
Além disso, o encarecimento do diesel reflete não apenas no transporte de carga, mas também afeta o transporte público e a geração de energia, aumentando a pressão sobre o sistema global de refino devido aos custos elevados e estoques em queda.
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Jornalista especializado em Economia

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