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economia
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Vice-presidente Alckmin esclarece Lei da Reciprocidade contra tarifas dos EUA

A Lei visa corrigir injustiças, não retaliar, afirma o governo.

Gabriel Rodrigues22 de julho de 2026 às 09:25
Vice-presidente Alckmin esclarece Lei da Reciprocidade contra tarifas dos EUA

O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que a Lei da Reciprocidade, recém-aprovada, é uma ferramenta para corrigir injustiças e não uma medida de retaliação aos Estados Unidos. Ele ressaltou que a intenção é buscar soluções e não causar prejuízos a ambos os lados.

Reuniões com empresários

Alckmin e o ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, se reuniram com representantes de setores afetados pelas novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. Durante a coletiva, Alckmin enfatizou que a lei foi aprovada por unanimidade no Congresso, permitindo uma resposta institucional adequada, que poderá incluir consultas públicas antes de qualquer ação.

A Lei da Reciprocidade é um passo importante para que o Brasil ajuste sua posição comercial na esfera internacional.

Contexto sobre as tarifas

Recentemente, os EUA implementaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, podendo ainda aumentar em 12,5%, afetando cerca de 18% das exportações brasileiras rumo ao mercado americano, o que equivale a cerca de US$ 7,4 bilhões.

Pacote de apoio do governo

O governo está preparando um conjunto de medidas para apoiar os setores impactados. Isso inclui a oferta de crédito pelo programa Brasil Soberano para empresas afetadas e uma possível flexibilização de regras tributárias que favoreçam os exportadores.

O suporte será crítico para as indústrias que enfrentam dificuldades devido às tarifas.

Exploração de novos mercados

Simultaneamente, a ApexBrasil intensificará esforços para descobrir novos destinos para as exportações brasileiras. Mercados prioritários incluem Índia, Singapura, e países do Sudeste Asiático, além de avanços em acordos comerciais com a União Europeia.

Setores vulneráveis

Dentre os segmentos que sofrerão mais com as tarifas, destacam-se eletroeletrônicos, maquinaria e autopeças. O mercado estadunidense representa um quarto das exportações brasileiras de máquinas, tornando essa situação ainda mais alarmante.

Próximos passos

O governo está acelerando um cronograma para definir as medidas de apoio, com um foco especial em concluir reuniões com representantes de diversos setores até o final de abril.

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