Thiago Ávila e Saif Abu Keshek estão sob suspeita pelo governo israelense

Os brasileiros Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek foram detidos na última quinta-feira (30) junto a cerca de 175 ativistas durante uma missão humanitária a Gaza e agora passarão por interrogatório em Israel.
Após serem interceptados pelas forças israelenses, a maioria dos ativistas da flotilha, que contava com mais de cinquenta embarcações, foi levada à ilha de Creta, na Grécia.
✨ Os europeus que desembarcaram em Creta foram colocados em ônibus para seguirem à capital, Heraklion.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, Thiago Ávila é considerado 'suspeito de atividade ilegal' e Saif Abu Keshek tem suspeitas de vinculação a uma organização terrorista. Não está claro onde os dois se encontram atualmente.
Thiago Ávila já havia estado envolvido em ações humanitárias anteriores, como a flotilha 'Nuestra América', que buscou apoio ao governo cubano. Ele também havia participado de outra expedição a Gaza, que foi neutralizada por Israel.
O governo espanhol exigiu a libertação de Abu Keshek e declarou que oferecerá proteção a ele. Já Israel ajustou seu discurso, adiando a transferência dos ativistas para terras israelenas.
A flotilha partiu de diversos portos na Europa, incluindo Marselha, Barcelona e Siracusa, com a intenção de quebrar o bloqueio israelense à Faixa de Gaza e fornecer assistência humanitária. A operação israense foi criticada por diversos países pela suposta violação do direito internacional.
Israel classificou os ativistas como 'provocadores profissionais' e argumentou que a ajuda humanitária à Gaza é controlada por uma entidade aprovada pelo governo dos Estados Unidos. Os organizadores da flotilha informaram que foram abordados de maneira hostil pelas forças israelenses durante a operação.
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