Mulher grávida e crianças pequenas estão retidas há 16 dias

Uma família egípcia, composta por Abdallah, sua esposa grávida e seus dois filhos pequenos, está impedida de deixar a área restrita do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, há 16 dias enquanto espera a aprovação do seu pedido de refúgio no Brasil.
De acordo com Willian Fernandes, advogado da família, a situação é crítica, especialmente porque a esposa de Abdallah está na reta final da gestação. Na manhã de quinta-feira (23), ela reclama de não sentir mais o bebê se mexer e solicitou atendimento médico, mas o pedido foi inicialmente negado.
Somente na manhã seguinte, ela conseguiu atendimento, mas a equipe médica ainda não divulgou informações sobre a saúde do feto.
✨ A defesa enfatiza que a gestante, na 34.ª semana de gravidez e com diabetes gestacional, e uma das crianças, que enfrenta restrições alimentares severas, estão sob risco humanitário.
O advogado alega que a resolução do caso precisa ser urgente e já solicitou a análise prioritária do pedido de refúgio ao governo federal.
Além disso, ele menciona que Abdallah possui um histórico de viagens internacionais com vistos concedidos por diversos países, o que indica que não há riscos à segurança nacional.
Em declaração à CNN Brasil, o Itamaraty e o Aeroporto de Guarulhos informaram que a situação é responsabilidade da Polícia Federal, que ainda não se manifestou sobre o assunto.
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