Ajufe recorre de decisão do STF sobre benefícios para juízes
Associação busca flexibilização de penduricalhos e reajuste no teto salarial

A Associação dos Juízes Federais (Ajufe) protocolou um recurso nesta segunda-feira, dia 18, contestando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impôs restrições ao pagamento de penduricalhos para juízes e membros do Ministério Público.
Esses penduricalhos, que são benefícios adicionais aos salários, não devem ultrapassar o teto remuneratório constitucional de 46,3 mil reais. A Ajufe solicita que o teto seja reajustado e critica as limitações impostas sobre benefícios como auxílio-alimentação e auxílio para a primeira infância.
✨ O recurso enfatiza a importância de um reajuste no valor dos subsídios da magistratura, atribuição que cabe ao STF.
Além disso, a entidade argumenta que a limitação de 35% sobre os valores adicionais não deve ser aplicada a diárias, indenizações por férias não gozadas, auxílio-moradia e auxílio-saúde.
No dia 25 de março, os ministros do Supremo, em uma decisão unânime, estabeleceram que auxílios, gratificações e indenizações que excedam 35% do salário têm como referência o teto de 46,3 mil reais, permitindo que juízes e procuradores recebam até 62,5 mil reais mensais, considerando esse limite.
Contexto sobre Penduricalhos
Penduricalhos se referem a benefícios adicionais recebidos por servidores públicos, que, ao serem somados ao salário base, não podem ultrapassar o teto salarial imposto pela Constituição.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

PGR busca reverter soltura de Monique Medeiros no STF
Procuradoria contesta decisão que liberou acusada pela morte de Henry Borel

CNJ aprova regulamentação sobre penduricalhos no Judiciário
Limitação de verbas indenizatórias está em conformidade com a decisão do STF

Disputa entre Apple e Gradiente pela marca iPhone chega aos seis anos no STF
O caso envolve a questão da exclusividade da marca e a demora na concessão do registro pelo INPI.

Justiça da Itália aprova extradição de Carla Zambelli ao Brasil
Ex-deputada busca reverter decisão que a leva de volta ao Brasil





