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Justiça
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Câmara proíbe foie gras e destaca bem-estar animal no Brasil

Aprovada a proibição da produção e comercialização do famoso prato.

João Pereira29 de abril de 2026 às 10:15
Câmara proíbe foie gras e destaca bem-estar animal no Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28/4) um projeto de lei que proíbe a produção e venda de foie gras no Brasil, evidenciando a crescente preocupação com o bem-estar animal. A proposta agora aguarda a sanção do presidente.

A medida é uma vitória para defensores dos direitos dos animais, que veem isso como um avanço significativo.

Sharon Núñez, presidente da Animal Equality, celebrou a decisão: 'Em um país com enorme relevância na indústria agropecuária global, este avanço envia uma mensagem poderosa: o sofrimento animal não pode ser tratado como ingrediente de luxo'.

Entendendo o foie gras

Originado da expressão francesa que significa 'fígado gordo', o foie gras é feito a partir do fígado engordado de patos ou gansos, obtido por meio de um procedimento chamado gavage, no qual os animais são submetidos a uma alimentação forçada.

Produção do foie gras

Durante a gavage, os pássaros recebem grandes quantidades de alimentos diretamente em seu esôfago, resultando em fígados que podem ser até 10 vezes maiores que o normal.

Esse processo é feito durante duas a três semanas, com várias alimentações diárias, e causa sérios impactos na saúde dos animais, como dificuldade de locomoção e sinais de estresse.

Impactos negativos

Pesquisas mostram que as aves tendem a evitar o contato com os tratadores durante a alimentação forçada, um sinal claro de aversão ao procedimento. A hipertrofia do fígado pode resultar em dor e graves problemas de saúde, além de contrariar os comportamentos naturais dos patos e gansos, que são animais sociais.

História milenar do foie gras

A prática de engordar aves para produção de foie gras é antiga, remontando a mais de 4.500 anos no Egito, onde evidências artísticas mostram gansos sendo alimentados intensivamente. Este método foi mencionado também por autores da Antiguidade, como Heródoto e Homero.

Com o passar dos séculos, a técnica evoluiu, especialmente no sudoeste da França, onde nelas se tornaram os marcos da gastronomia francesa no século XVII.

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