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Justiça
2 min de leitura

CNJ lança manual para padronizar responsabilidade ambiental

Iniciativa busca quantificar danos e melhorar decisões judiciais

Giovani Ferreira04 de maio de 2026 às 17:10
CNJ lança manual para padronizar responsabilidade ambiental

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou um manual com o objetivo de quantificar danos ambientais complexos e uniformizar decisões judiciais, visando a elevar o nível de responsabilidade no setor ambiental.

A criação deste manual é uma resposta à crescente preocupação com desastres ambientais, e busca promover decisões mais técnicas e consistentes entre os juízes.

Objetivos do Manual

  • 1Orientar juízes na avaliação de danos ambientais.
  • 2Propor métodos e referências para decisões mais técnicas.
  • 3Tratar com mais eficiência os impactos socioambientais.

Críticas e Considerações

Profissionais do direito expressam preocupações sobre o uso do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), sugerindo que este não deve resultar em decisões de indenização automáticas, principalmente em casos onde a recomposição vegetal pode ser monitorada.

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É crucial não transformar a responsabilidade ambiental em injustiça

Pedro Prutini Mendes, professor de Direito Ambiental.

Aspectos Jurídicos Relevantes

De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), as pretensões relacionadas ao meio ambiente não prescrevem. A responsabilidade solidária pela reparação dos danos deve ser abordada com cuidado, priorizando a recomposição ambiental no local dos danos ao invés da indenização monetária.

Além disso, o manual destaca que a responsabilidade ambiental não pode ser utilizada como uma solução simplificada para problemas de prova, prevenindo distorções econômicas, especialmente em complexas cadeias do agronegócio.

A responsabilidade ambiental requer um enfoque técnico para assegurar justice e equidade.

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