Eduardo Bolsonaro é julgado por coação em tentativa de golpe
Ex-deputado enfrenta acusação no STF após investigações de 2022

A Procuradoria Geral da República (PGR) iniciou nesta terça-feira (16) a leitura do pedido de condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, acusado de coação no contexto do processo que investigou uma tentativa de golpe em 2022. O julgamento ocorre na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com o relatório já lido pelo relator, o ministro Alexandre de Moraes, a defesa de Eduardo se prepara para fazer sua argumentação. Em seguida, os ministros deverão prosseguir com os votos, começando por Moraes e seguindo com Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente da turma. Não há limite para o tempo destinado a cada voto e são necessários três votos para que ocorra a condenação ou a absolvição.
✨ Em maio, Eduardo Bolsonaro foi acusado de tentar criar um clima de instabilidade em colaboração com o governo Trump, visando influenciar decisões do Judiciário brasileiro.
A PGR sustentou que, durante o processo, Eduardo Bolsonaro tentou colocar os interesses da família acima das normas legais e garantias da Justiça, especialmente para evitar que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, fosse responsabilizado criminalmente. As evidências incluem declarações do ex-deputado em entrevistas, postagens nas redes sociais e mensagens trocadas com Jair Bolsonaro, que demonstram tentativas de coação à cúpula do Judiciário.
Defesa de Eduardo Bolsonaro alega inconsistências no processo
A defesa, representada pela Defensoria Pública da União (DPU), pleiteou a absolvição do ex-deputado, alegando falta de provas consistentes contra ele. A DPU argumentou que irregularidades processuais invalidam o caso, como o envolvimento do ministro Moraes no julgamento e a forma inadequada de notificação a Eduardo, que deveria ter sido realizada por carta rogatória e não por edital.
Além disso, a defesa questionou a legitimidade da defesa anterior de Eduardo, afirmando que não houve contato adequado com o acusado, o que prejudicou a representação dele. Segundo a DPU, as declarações feitas por Eduardo estão protegidas pela liberdade de expressão, e ele não possuía poder decisório sobre as ações do governo americano.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

Eduardo Bolsonaro será julgado pelo STF por coação no processo
Ministros determinam data para julgamento do ex-deputado

Supremo Tribunal Federal torna réus acusados de obstrução em caso Marielle
Acusados são ligados ao caso do assassinato da vereadora em 2018

Ministro Marco Buzzi será ouvido sobre denúncias de assédio
Comissão do STJ apura acusações de importunação sexual

Supremo confirma condenação de jornalista por ofensas a Silas Malafaia
Luiz Augusto Ferreira é punido por injúria e difamação





